Cheguei na cidade e meu tio me esperava na praça. Aquelas praças de cidade pequena, calma, bem cuidada e com um coreto bem no centro. Tudo bem cuidado. Apesar de ser perto de São Paulo aquela cidadezinha não havia crescido. Os jovens tinham que terminar os estudos em São Paulo ou em alguma outra cidade maior e acabavam não voltando. Não havia muita oferta de emprego. Era basicamente uma cidade de aposentados.

Ele me levou para almoçar na sua casa. Durante o almoço ficamos lembrando de várias coisas: das brincadeiras com os meus primos, do vovô e da vovó, dos meus pais. Ele me falou que a idéia de deixar a casa para mim havia sido da minha avó. Ela achava que assim poderia fazer eu esquecer um pouco das maluquices da cidade grande e 'tomar um pouco de juízo'. Achei graça. Não tinha intenção de mudar para cá. Apesar de gostar muito da casa, eu só queria usa-la como opção de lazer. Isso se encontrasse um jeito de manter esse luxo. Ganhava bem mas não o suficiente para manter uma casa daquele tamanho só para alguns fins de semana. Tinha me formado em administração e logo fui contratada por uma multinacional mas ainda teria muito o que trabalhar para ter uma vida confortável. Na verdade, se não fosse o apartamento e uma pequena poupança que meus pais haviam me deixado, hoje eu estaria levando uma vida bem modesta.

Terminado o almoço já pedi para o meu tio me levar na casa mas ele falou que só depois que tirasse uma soneca. Olhei-o meio de atravessado, mostrando minha impaciência, mas ele não se alterou.  Disse que era uma soneca rápida, meia hora, e que depois iríamos. Minha tia até tentou faze-lo mudar de idéia, que um dia sem dormir após o almoço não iria mata-lo mas ele não mudou de idéia.

- Aqui não é São Paulo e eu estou na minha casa, ele disse já se dirigindo para o quarto.

Fiquei muito puta mas não reclamei mais, brigar logo na chegada não estava nos meus planos e provavelmente precisaria dele para me ajudar a cuidar da casa. Sentei na sala e aguardei. Minha tia veio com alguns álbuns de fotografias e ficamos lá, ou lembrando de coisas passadas ou vendo o que aconteceu com meus primos depois que parei de visitá-los. O mais velho já estava casado e havia comprado uma fazendo no Mato Grosso e mudado para lá. Os outros estavam estudando e provavelmente não iriam seguir a mesma vida do pai e do irmão. Um fazia medicina e a caçula fazia direito.

A meia hora de soneca do meu tio acabou passando mais rápido que eu imaginava, tão boa estava a conversa com a minha tia. Antes que meu tio reclamasse que primeiro eu estava com pressa e agora estava enrolando, levantei e já fui para o carro. Ele achou melhor eu deixar o meu carro na sua casa e irmos de caminhonete, havia chovido e poderia haver alguns atoleiros no caminho. Anotei na minha cabeça: só vir para cá fora da época das chuvas. Mas a viagem foi tranqüila e mesmo que tivesse vindo com o meu carro não teria problemas.

Quando chegamos eu até me espantei. Esperava ver a uma casa velha mas o que vi foi muito diferente. Ainda era a mesma casa mas muito bem cuidada. Dava para perceber algumas reformas que não mexeram com o estilo mas a tornaram mais funcional e moderna, até uma piscina tinham feito. Mesmo com a divisão da fazenda ainda havia espaço para criar alguns animais e plantar alguma coisa. Mas foi dentro da casa que as mudanças eram mais notadas: aquecimento solar, a luz elétrica agora vinha da rede da cidade e não do motor, antena parabólica comum e de assinatura, ar condicionado nos quartos entre outras coisas. Meu tio me apresentou a Maria, a empregada da casa e João, um rapaz que cuidava dos animais e dos demais serviços mas não morava lá.

Estranhei tudo aquilo. Sabia que meu avô nunca faria aquilo e nem minha avó e meu tio, mesmo depois da sua morte. Ele me explicou que, quando estava no hospital, o meu avô autorizou (bom, meu avô nunca autorizava ninguém, ele mandava isso sim) o meu tio a reformar a casa e colocar algumas 'daquelas porcarias de cidade grande' desde que não mudasse a aparência da casa. Ele queria que minha mãe voltasse a passar as ferias  lá e achava que assim faria ela voltar. Depois da morte do vovô, meu tio conversou com a minha mãe e ela respondeu que, por ela, ele não precisava fazer era nada pois ela só voltaria lá para visitar ele e a minha avó mas não ficaria mais tanto tempo como ficava antes.

Depois da morte dos meus pais, a minha avó botou na cabeça que tinha que realizar o sonho do vovô no leito de morte e mandou meu tio começar a reformar a casa. Boa parte do que foi feito veio da cabeça dos meus primos e eles é que acabaram sendo os maiores beneficiados. Agora eu sei porque minha avó sempre insistia para que eu viesse passar as férias com ela.

Bom, depois de ver a toda a casa, andamos de volta para a caminhonete e quando eu fui entrar meu tio me impediu. Não sei como ele tirou as minhas malas do carro mas agora elas estavam lá, sendo tiradas da caminhonete e meu tio falando que eu dormiria lá aquela noite.

- A casa agora é sua portanto cuide dela, se não por gosto pelo menos em respeito aos seus avós.

E dizendo isso foi entrando na caminhonete. Avisou que Maria me ajudaria no que eu precisasse e foi embora. Vendo o meu desânimo a Maria tentou me animar contando como tudo lá era bem cuidado e funcionava bem, que eu podia estranhar no começo mas depois ia gostar. Mas nada me animaria naquela hora. Eu estava parecendo um cachorro que corre atrás dos carros e quando eles param ele não sabe o que fazer. Já não sabia se estava tão contente assim, por mais bela que fosse a casa achei que ela não era para mim. Mas tudo bem, se tenho que ficar vou ficar mas na volta passo na casa do meu tio e proponho para ele comprar a casa e pronto.

A Maria me ajudou a levar as coisas para o quarto, o mesmo quarto que sempre fiquei quando ia para lá. Ainda bem, não sei se conseguiria dormir no quarto que foi do meu avô.
<p>Dei uma volta pela casa, pelas redondezas e quando começou a escurecer voltei. A Maria já estava com a janta pronta. Não estou acostumada a jantar tão cedo mas não reclamei. Terminei e fui para o meu quarto pensando em tomar um banho, assistir televisão e dormir. Amanhã faria a proposta de venda para o meu tio e iria embora.

Chegando no quarto peguei a minha mala e a coloquei em cima de uma mesinha. Sem querer um friso da mala arranhou levemente a mesa. Juro que ouvi um barulho como alguém pigarreando. Me virei assustada mas não havia ninguém. Deixei tudo por conta da minha imaginação. Peguei o que precisava e comecei a tirar a roupa. Fui jogando toda a roupa no chão e, de repente, senti como que uma vara batendo na minha bunda, sobre as calcinhas. Agora eu assustei, pulei de lado, já me virando, mas não havia ninguém ali no quarto. Comecei a ficar com medo, coloquei um roupão e fui até a cozinha falar com a Maria. Ao chegar lá ela perguntou porque eu estava com aquela cara de assustada e eu não respondi. Não queira que ela pensasse que eu era uma garotinha da cidade assustada. Disse que me havia lembrado de uma coisa importante e que agora não tinha como ligar para São Paulo. Ela falou que podia sim, o meu tio havia instalado um celular rural na casa e eu podia usar. Sem opção, fui até o telefone e liguei para o meu próprio apartamento e depois disse que ninguém atendia e que ligaria no dia seguinte. Ela fez uma cara de quem acreditava e falou que iria se recolher. Não pude deixar de perceber um sorrisinho meio maroto dela. Ela sabia que eu estava com medo.

Voltei para o quarto, peguei minhas coisas e fui para o banheiro. No corredor eu vi a bengala do meu avô. Engraçado, podia jurar que ela não estava lá quando passei antes. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro e esperei a água ficar na temperatura ideal. Enquanto isso fiquei me olhando no espelho, aquele narcisismo que todo mundo tem. Novamente podia jurar que ter ouvido alguém pigarreando atrás de mim. Meio assustada resolvi tomar um banho rápido e voltar para o quarto. Deixei o banheiro todo molhado, me enrolei numa toalha, voltei correndo para o quarto e tranquei a porta. Foi então que tudo começou: senti as minhas vistas embaçarem um pouco e a luz no quarto diminuiu. Quando me virei para sair de lá senti como que um braço me pegando pela cintura e me senti suspendida no ar. Eu podia jurar que alguém estava me carregando mas não via nada, só que estava indo em direção da cama. Esse 'alguém' que me carregava se sentou na cama e me deixou sobre os seus joelhos. Comecei a me debater e gritar mas não conseguia me soltar. De repente senti que a toalha estava sendo tirada de cima de mim mas só o suficiente para expor a minha bunda. Isso não podia estar acontecendo, eu ia apanhar. Mas como? Por que? As perguntas ficaram para depois, uma mão começou a subir e descer na minha bunda. O susto do começo se transformou em dor e desespero, a cada palmada parecia que brasa quente estava sendo colocada no meu traseiro. Como não conseguia me soltar acabei por ficar lá apanhando sem fazer nada, só chorando. De repente, tão rápido como começou, acabou. Eu estava deitada na cama com o traseiro ardendo que nem fogo e sem entender o que havia acontecido. Lentamente me levantei e fui me olhar no espelho do guarda roupa. Deus, a minha bunda estava tão vermelha quanto a da minha mãe quando ela apanhou do meu avô. Dormir aquela noite foi uma tortura, toda vez que eu pegava no sono e virava com a bunda para baixo doía e eu acordava. Foi assim a noite toda.

Pela manhã a minha bunda já não estava tão vermelha quanto a noite mas ainda dava para ver o estrago que foi feito. Desci para tomar o café da manhã e não pude evitar um gemido quando sentei a mesa. A Maria perguntou se estava tudo bem e eu respondi que não tinha me acertado com o colchão o que tinha deixado o meu corpo um pouco dolorido. Novamente notei um sorriso malicioso nos seus lábios. Levantei anunciando que iria embora logo depois de arrumar as coisas mas a Maria não deixou. Disse que o marido havia matado um leitão para o almoço entre outras coisas que ela havia preparado para mim.

Resolvi ficar, afinal estava sem o meu carro e ficar sentada tanto tempo seguido ainda não estava nos meus planos. Ficamos conversando sobre várias coisas até que eu perguntei a quanto tempo ela estava trabalhando lá na casa. Ela falou que fora logo depois que o meu tio terminara a reforma da casa e que no começo tinha sido muito difícil. Falou isso passando a mão na bunda mas tirou rapidamente. Aquilo me intrigou e resolvi continuar com a conversa.

No começo ela não falava coisa com coisa, rodeava mas ao mesmo tempo parecia querer falar alguma coisa.
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