Quando me casei, Luana, minha noiva, já tinha uma filha do primeiro casamento, a Lia. Nos damos muito bem, apesar de eu ser mais novo, e com a Lia nem se fala. Talvez porque ela era muito pequena quando o pai verdadeiro morreu e não tinha lembranças dele para fazer comparações.

A nossa vida sempre foi boa, com seus altos e baixos e muita barra para segurar, mas sempre com amor e respeito. Depois de quinze anos a nossa vida já estava estabilizada. Não somos ricos, mas podemos desfrutar de um conforto acima da média, desde que não exageremos.

Sempre me dei muito bem com a Lia, mais até do que se fosse o pai biológico dela. Sempre conversamos muito e eu sempre procurava estar presente nos momentos mais importantes da sua vida. Conversamos sobre os problemas da escola, sobre as amigas, namorados e também sobre os problemas que afligem a cabeça de qualquer pai: sexo e drogas.

As conversas sempre foram muitas abertas e constantes, e eu nunca me eximi de responder todas as suas perguntas por mais delicadas ou constrangedoras que fossem. Mesmo assim de uns tempos para cá ela parecia estar mais distante. Achei que isso era fase que todo adolescente tem e fechei os olhos para algumas coisas que eu não gostava. Ela passou a se vestir de um modo mais desleixado e parecia meio avoada, pelas conversas no telefone percebi que tinha novas amizades. Nunca foi adepto do patrulhamento ideológico, mas devo confessar que já estava ficando preocupado.

Um dia, no supermercado, encontrei duas amigas suas que sempre iam lá em casa, a Patrícia e a Renata. Perguntei o porque e elas responderam que a Lia agora estava ‘noutra’. Passou a andar com uma turma meio barra pesada da escola, tipo filhinhos de papai, e quase não conversava mais com elas.

Achei que era hora de ter uma conversa com a Lia mas antes fui conversar com a Luana. Perda de tempo, como sempre a Luana disse que era ciúmes meu, que a menina já tinha idade para tomar as suas decisões e assim por diante. Não que a Luana não se importava com a filha, mas era o jeito dela. Sempre foi muito carinhosa e cuidadosa, mas o seu emprego de secretária executiva exigia muito dela principalmente tempo. Como era eu que passava mais tempo com a Lia era natural que me preocupasse mais. Mesmo assim segui o seu conselho e aguardei mais um pouco.

Como fui burro. O tempo foi passando e a coisa só piorando. A Lia começou a chegar mais tarde em casa e acordar de manhã para ir para a escola passou a ser uma tragédia grega. Como resultado o seu rendimento escolar caiu sensivelmente. Pela primeira vez na vida tirou uma nota insuficiente no boletim. Para conseguir conversar com ela foi um suplício: me chamou de quadrado, opressor, disse que já tinha idade suficiente para tomar suas decisões, etc...

Achei melhor ir com calma e aguardar para ver se era uma fase, mesmo assim perguntei se estava bebendo bebidas alcoólicas, fumando ou, Deus do céu, usando drogas. Ela me garantiu que não, uma cervejinha rolava de vez em quando, mas ela bebia pouco. Como nunca a vi chegar bêbada em casa e nunca senti cheiro de cigarro nela, acreditei. A coisa ia indo e nada de parecer melhorar. Bom, melhorou um pouco na escola mas só o suficiente para passar de ano.

Foi num sábado que a verdade me caiu na cabeça. Tinha pedido uma pizza, pois estava sozinho, Luana estava no Rio de Janeiro, e quando fui pagar o entregador dei falta de algum dinheiro na minha carteira. Já era a terceira vez essa semana e não poderia ser uma simples coincidência. Como dificilmente estou em casa no horário em que a empregada trabalha, a primeira pessoa que me veio à mente foi a Lia. Será que era possível? E para que? Drogas, bebidas e cigarros foram as primeiras coisas que me vieram a mente. O que veio depois é melhor nem contar. Passei a sentir um misto de frustração e raiva, desencanto e revolta. Vou esperar acordado ela chegar, pensei, e hoje vamos ter uma conversa para valer.

Acordei quando a ouvi chegar, era quase de manhã. Levantei e a chamei para conversar. Ela praticamente deu de ombro e, virando as costas, disse que iria dormir. Fiquei p... da vida, mas me contive. Fui até a porta do quarto e a chamei de novo. Ela resmungou alguma coisa que pareceu um palavrão. Eu nunca entrei no quarto dela sem pedir mas aquela hora não deu para segurar. Quando abri a porta só deu tempo de ver ela jogar algo debaixo da cama.

- O que é aquilo que você escondeu? Perguntei.
- Aquilo o que, cê ta vendo coisa demais, coroa.

Decididamente aquilo não era para estar acontecendo. Empurrei-a de lado e fui olhar debaixo da cama. Ela tentou me segurar mas não adiantou, eu era mais alto e mais forte. Quando abri o pequeno pacote veio a constatação fatal: maconha. Desabei sentado na cama. Olhei para ela e vi, por um instante, uma face de vergonha e arrependimento, mas foi por um momento mesmo, logo a Lia malcriada voltou e, enquanto me xingava, tentava recuperar o pacote.

Acho que não é preciso contar a discussão que veio a seguir. Todos já discutimos com os nossos pais e sabemos as bobagens que são ditas nessa hora. A coisa pesou quando no auge da discussão ela me jogou na cara que eu não era seu pai, que eu era um inútil na vida dela. Essa doeu, e como doeu.

- Realmente eu não sou seu pai, e talvez nem tenha me comportado como tal até agora, mas isso pode ser corrigido agora mesmo.

Dito isso a peguei pelo braço e já a coloquei de bruços no meu colo. As primeiras palmadas acertaram o alvo em cheio antes dela poder reagir.

- Para! Ai! O que você esta fazendo. Aii! Me larga seu bruto. Ui!

Plaft! Plaft! Plaft! E eu continuei batendo. Plaft! Plaft! Quando ela tentou colocar a mão para trás na tentativa de se defender eu a peguei pelo punho e a segurei atrás das suas costas. E continuei batendo. Plaft! Plaft! Plaft!

- Pode bater seu idiota, não esta doendo nada, viu? Ai!

Era óbvio que estava doendo, além dos gemidos ela estava usando uma saia de um tecido bem fininho, tipo aqueles batas indianas, que não devem oferecer proteção nenhuma. Mesmo assim resolvi retirar tão pequena proteção.

- O que você está fazendo? Assim não. Para. Eu não sou criança para apanhar desse jeito... Plaft! Plaft! Plaft! AAAAiiiiiiiiiii!!!!

Nem deu tempo dela terminar e eu já estava batendo de novo. E com bem mais força quando vi a calcinha sumária que ela usava. E vermelha. Da cor que a sua bunda estava ficando. Fazia questão de bater por toda a sua bunda, mas principalmente na parte onde fica em contato com a cadeira na hora de sentar. Queria que ela se lembrasse dessa surra por um bom tempo.

- Para! Plaft! Plaft! Ai! Está doendo. Para seu cafajeste. AAAiii!!!
- Cafajeste? Você acha que eu sou cafajeste só porque me preocupo com você? Me preocupo por você estar se envolvendo com drogas e sei lá mais o que? Vou te mostrar o que é um cafajeste...

Dito isso puxei sua calcinha até os joelhos. Foi um ato puramente simbólico, pois aquela sumária peça de roupa não oferecia defesa nenhuma, nem as palmadas nem as visão.

- Não, assim não. PAAARRRAA! AAAiiii!! Vou contar para a minha mãe quando ela chegar.

Continuei batendo mais um pouco só para ela não achar que eu parei por causa da ameaça. A raiva já estava passando. Enquanto isso, a cada palmada, ia vendo a forma certinha da minha mão estampada em amarelo naquele fundo vermelho que virou o traseiro dela. Ela já não lutava mais. Para terminar dei-lhe umas dez palmadas com praticamente toda a minha força e falei que podia levantar.

Ela ainda ficou uns vinte segundos lá parada, depois enxugou as lágrimas do rosto e começou a se levantar lentamente. Eu também me levantei e fui saindo do quarto. Sem me virar lhe disse:

- Arrume-se e vá dormir. Amanhã vamos conversar. E fui dormir.

No dia seguinte ela demorou muito para sair do quarto, mas sabia que estava acordada. Mesmo assim não forcei. Perguntei se queria almoçar mas ela disse que não e agradeceu.

Agradeceu? Então tivemos algum progresso nessa loucura toda. No fim da tarde ela saiu do quarto. Vestia um shortinho de pijama, aqueles de algodão bem levinho, sem nada por baixo, mas que não escondia todo o vermelho que ainda estava colorindo o seu traseiro.

O ambiente estava meio carregado, eu não sabia qual seria a reação dela, mas também não poderia adiar uma conversa franca. Fiquei ao mesmo tempo aliviado e feliz quando ela tomou a iniciativa de conversar. Fomos para a sala e sentamos no sofá os dois juntos. Quando ela sentou foi inevitável aquele ‘ai!’ de quem está com o traseiro bem esquentado. Nesse momento nos olhamos e, com uma naturalidade inesperada, começamos a rir. Ficamos lá abraçados, quietos por um momento, choramos um pouco juntos e depois veio a seção de pedidos de desculpas. Conversamos a tarde inteira. Enquanto conversávamos lembrei-me de uma frase, cujo autor me foge a lembrança, que dizia algo mais ou menos assim: puna os bons e eles se corrigirão, puna os maus e eles ficarão piores.

Depois ela ligou para uma amiga da antiga turma e combinou de ir lá estudar ‘para recuperar o tempo perdido’.

Fiquei em casa esperando a Luana chegar, feliz por toda essa confusão ter terminado bem. Quando ela chegou, eu contei tudo que havia acontecido e ela ficou muito brava. Disse que fumar maconha, apesar de errado, não era nada de absurdo. E que ainda fumava um de vez em quando.

- Você ainda o que? Luana, droga é droga e se você não sabe a diferença eu vou te ensinar de um modo que você não vai se esquecer. Disse isso já segurando seu braço e a levando para o quarto.

Nisso a Lia chegou, viu o final da cena e percebeu o que iria acontecer. Rindo ela disse para a mãe:

- Mamãe: "O Ministério da Saúde adverte: Fumar maconha pode causar dificuldades para sentar."

by zefir

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