A vida de universitária não é um paraíso, mas tem suas compensações. É verdade que os livros são caros, tem taxas disso, daquilo, e daquilo outro, os professores vivem passando trabalho pra gente, mas em compensação geralmente conhecemos pessoas interessantes.

Me formei numa faculdade de uma cidade do interior, da FCV, Fundação Coronel Valentino - mas desde já adianto que esse famoso latifundiário, exportador de carne, lã, café e laranjas, ele nada tem a ver com essa história. Podemos no entanto considerá-lo um benemérito da população local, já que graças a ele muitos jovens que seriam privados de formação superior ou teriam que viajar para a capital podem se formar na região onde nasceram, e depois trabalhar numa profissão universitária.

Uma das jovens que graças a Deus tiveram essa oportunidade se chama Graça, e é minha amiga. O pai dela é uma das pessoas interessantes que conheci, alias é hoje meu marido. E é um ótimo marido, apesar das diferenças de nível cultural e de idade. Mas quando eu o conheci ninguém seria capaz de prever isso.

Comecemos pela filha dele, pois foi ela que eu conheci primeiro. Ela é uma mocinha muito tímida, meiga e desajeitada, que a gente olha e logo diz: "virgem". Verdade que também eu era virgem na época dessa história, mas ninguém diria isso, pelo contrário, era muito pra frente para os padrões daquele povo, de fato eu nasci na capital, só para estudar fui para lá, a excelência do padrão de ensino da FCV é famosa - mas não é de mim que quero falar, pelo menos não por enquanto.

Como disse no primeiro parágrafo, a gente fazia muito trabalho em grupo, e eu acabei formando grupo com a Graça. Estudamos na minha casa, eu, a Graça e outras duas colegas. A medida em que cada uma terminava sua parte se despedindo e voltando para casa, e no final só ficamos eu e a Graça.

Durante todo o tempo a Graça ficou sentada em um travesseiro, e eu não dei muita importância, afinal as cadeiras lá de casa eram mesmo duras, e a Graça, quando se levantava da cadeira, gemia um tanto e tinha dificuldade para se mover, mas ela dizia que era conseqüência de uma queda, e eu acreditei.

Quando a Graça se levantou, no final do trabalho, tudo já feito, ela pediu para beber água e eu mandei ela pra cozinha, dei mais uns retoques na capa do trabalho, olhei o resultado, estava ótimo, e fui para o banheiro. Dei com ela no banheiro e quase caí de costas quando vi o bumbum de minha amiga todo vermelho, inchado de tanto apanhar. Pelas nádegas se notava umas marcas vermelhas, redondas marcas de chinelo, semicírculos vermelhos nas curvas, que ficavam rosados na bases, até se confundirem com a pele - ou até começar outra marca, o que era muito mais freqüente.

Chocada, eu perguntei o que tinha sido aquilo. Ela não teve tempo de me responder, antes disso eu a levei para meu quarto pela mão, a joguei na cama, e peguei um creme para passar no bumbum de minha amiga. E repeti a pergunta na cama:

- Meu Deus, Graça, o que te deixou desse jeito?
A Graça, sem jeito, respondeu:
- Meu pai...
- O que?
- Meu pai me deu uma bela surra de chinelo...
- Surra de chinelo... na bunda?
- Cê tá vendo...

Meu Deus, se nem com criança se deve fazer isso... era caso de polícia! E eu não ia deixar de ajudar minha amiga nessa hora!
- Graça, vamos comigo para uma delegacia!
- NÃO! Cê acha que eu quero que isso se espalhe? E além disso, é meu pai, tem direito...
- QUE DIREITO NADA! VAMOS PRA POLICIA SIM, É UM ANIMAL, LUGAR DELE É NA JAULA! - eu mal sabia que logo me apaixonaria pelo homem que eu insultava assim...
- CALMA! PAPAI É MUITO LEGAL! CÊ TAMBÉM NÃO SABE DE TUDO NÃO!
- Bom... pode me dizer o que cê fez de tão grave assim?
- Já te digo, foi hoje de manhã:

"Cê sabe que até há pouco eu vivia numa pensão para moças, nesta cidadezinha. Pois papai resolveu comprar casa aqui. Em princípio é um investimento, ele ganha um bom dinheiro na lavoura e investe em imóveis, mas é claro que fico morando lá, enquanto for estudante, pelo menos.

Enquanto eu morava na pensão começou meu namoro com Roberto, cê conhece ele."

Sim, conhecia e conheço! É marido de Graça hoje. Belo homem, educado, bem posto na vida, inteligente, filho do já citado Coronel Valentino, irmão de uma deputada federal, uma senhora educada que se chama Fátima, tio de uma líder estudantil na capital, irmão de um secretário estadual, ele próprio hoje mora nos Estados Unidos, importa os produtos do latifúndio da família para vender para os americanos... na época era um jovem estudante, apaixonado por tão bela donzela... mas ele não é assunto deste conto, tem outros contos com ele e a Graça.

"Na pensão não dava pra gente se encontrar com freqüência, meu pai fez um acordo com a dona de lá: ela avisava ele toda vez que eu me encontrasse com um homem."

- Ora... então uma jovem adulta não pode namorar?
- Calma, poder pode, mas ele quer saber... deixa que eu conto tudo.
" Antes de sair da roça pra estudar, papai me disse:
- Lá tá ansí di gavião, filhinha, cuidadu. Sei qui cê vai namorá, qui vai cabá incuntrandu um namoradu, mas minha filha, si cuidi, até purque um homin num vai ti respeitá nim vai casá c'ocê si cê dê logu u qui eli qué. I tanbein, cê me avisa pá eli qui é pá cunversá cumigo antis di sair cum cê. Cê mi diz quandu tiver interesada num homim, i eli interessadu n'ocê, qui vou falar cum eli... queru tê uma cunversa di homim pá homim, só issu...

E eu então vou dizer pro pai que eu tô namorando? Claro que não! Ele vai querer se meter com meu namorado, vai querer interrogar ele, vai dizer que sou mocinha, e é pra ele me respeitar, e coisa e tal, isso quando eu já sei cuidar de mim...

Mas eu não queria assim, não queria que ninguém ache que meu pai manda em mim e me vigia e me controla e que tenho que dar satisfação pra ele e coisa e tal... daí comecei a namorar o Roberto Valentino e, bem, eu morava na pensão e disse para o Roberto:

- Olha, se a dona da pensão nos ver juntos, ela vai avisar papai, e ele vai querer ter uma conversinha com cê, e olha, vai ser o interrogatório mais chato do mundo! Então, vamos nos encontrar só na faculdade por enquanto, viu, e se eu tiver certeza de que te amo, e cê tiver certeza que me ama, nesse caso assumimos para meu pai... mas só nesse caso, tá bom?

E ele aceitou.

Mas eu sempre gostei dele, desde o primeiro olhar, mas eu não queria que ele soubesse que papai quer me controlar, que ele manda na minha vida, por isso quis evitar o encontro dos dois... que papai me deixaria namorar sim, mas ia mandar meus irmãos, a dona da pensão, e sei lá mais quem me vigiar, mandar relatório, e coisa e tal... e por isso, enquanto durou a minha estada naquela pensão, eu evitei aparecer muito com o Roberto.

Aí, fui morar naquela casa que o papai comprou e pensei: 'agora não tem dona de pensão nem ninguém para dar um toque pro papai... fico com o Roberto a vontade!'. E ele passou a freqüentar minha casa, e ficava lá até de madrugada, e a gente brincava... mas com todo respeito, pra valer só depois do casamento, eu só deixava ele encostar a mão no meu bumbum, e sem tirar a saia, ele que enfiasse a mão lá dentro e alisasse de leve... uma vez ele passou de leve o dedo no meu cabaço, aí que delícia!!!... mas dei um belo bofetão nele, tinha que exigir respeito!... mesmo adorando...

E hoje de manhã, quem chega? Isso mesmo, papai, e com uma cara que logo vi estava uma fera...
- Cê num mi falô dessi filho du Valentino!
- O Roberto?
- É, u Robertu!

Eu fiquei sem jeito e disse que a gente começara a pouco tempo e eu não tinha tido tempo de avisar, mas papai sabia de tudo, que os vizinhos tinham falado com ele, e ele tinha tido uma conversa com o Roberto, ele disse que sabia do nosso namoro, e que queria uma conversa séria, de homem pra homem, porque afinal de contas tinha o direito de saber como era o homem que saia com a filha, e o Roberto contou tudo, desde o começo, meu Deus, culpa minha, nunca imaginei que ele ia procurar o Roberto sem eu saber, até achava que ele nunca ia descobri, por isso não preparei o Roberto para o interrogatório... e o pior é que o Coronel Valentino, o pai do Roberto, estava presente, e disse pro Roberto abri o jogo, e dizer tudo o que sabia, que afinal ele tinha filha e o Roberto tinha irmã, e coisa e tal...

E assim o velho soube de tudo, e que foi enganado por seis meses, e pior, eu ainda achava que podia continuar a enganá-lo, e vinha com essa conversa de que o namoro era recente...

E papai perguntou o porque dessa farsa, e eu disse que tinha medo dele ficar bravo, mas ele não ficaria bravo por eu namorar, mas por eu querer esconder dele o namoro e tenta enganá-lo, inclusive mentindo até depois que ele já tinha descoberto tudo, quando a única coisa que ele teria era o justo desejo de saber do meu namoro e conhecer o Roberto, e também que eu não deixasse ele passar dos limites, é claro...

Quando ele perguntou o que achava que ele devia fazer, eu simplesmente não tinha argumentos. E ele, olhando nos meus olhos e falando asperamente, me mandou pegar um chinelo e entregar na mão dele.

Eu disse:
- Papai, já tenho mais de 20...

E ele tirou o cinto, me mostrou o cinto e perguntou se eu preferia o cinto. Fui buscar o chinelo.
Fui e voltei chorando. Na volta, eu ainda quis olhar para ele, com uma cara de medo e pena tão grande para ver se o comovia, mas ele me devolveu um olhar tão frio e feroz que me fez chorar ainda mais, e desesperada. Ele então me ordenou:

- Tira a saia i as calcinhas.
- Papai...
- Ou preferi qui eu tiri? Se eu tirá vai ser di cintu dispois!

Tirei a saia e as calcinhas, fiquei nua da cintura pra baixo. E ele me mandou ficar ajoelhada em cima de uma cadeira, o que fiz, sem falar nada, se eu tentasse falar alguma coisa ele poderia dar logo de cinto...

SPLESH SPLESH SPLESH... e ele me chinelava a bunda... bunda de fora apanhando... eu chorava de raiva, dor, vergonha, medo...

SPLESH SPLESH SPLESH... e comecei a gritar e logo a uivar... ele deu uma parada, me disse que se eu fizesse barulho os vizinhos iam ouvir, e ouvindo iam saber como eu apanhava... e eu tinha mais era que ter vergonha e que não aprontasse de novo...

SPLESH SPLESH SPLESH... e o barulho do chinelo agora reinava soberano, SPLESH SPLESH SPLESH meus pobres e discretos gemidos não eram concorrentes a altura... SPLESH SPLESH SPLESH e como doía, SPLESH SPLESH o chinelo era um havaianas do tamanho do meu pé SPLESH SPLESH pé de moça SPLESH SPLESH se encaixava direitinho na mão dele SPLESH SPLESH ele batia tão forte que as tiras se soltaram SPLESH SPLESH SPLESH ai ai ai... e eu chorava baixinho enquanto meu bumbum queimava...

Ele parou. O chinelo ficou pousado em cima da mesa.

O papai foi para o quarto dele, e me largou ajoelhada na cadeira. Eu então olhei de perto o chinelo. Era um havaianas com sola branca no lado de cima e verde no lado de baixo, tiras verdes, que tinham se soltado, já disse, e na parte de trás o chinelo estava torcido, papai apertou ele forte mesmo. Na parte da frente, na curvatura, estava torcido também, mas para cima, papai bateu forte também. Olhei o lado de baixo, o da sola verde, e as digitais do chinelo estavam bem nítidas. Tomei coragem e alisei meu traseiro. Além de arder como uma brasa, eu senti impressas em meu rabo as digitais do chinelo.

E papai me viu em pé com a bunda de fora e disse que se eu quisesse ficar lá tudo bem, mas alguém acabaria me vendo, e ia perguntar pra ele o que tinha acontecido comigo e ele ia dizer a verdade. Então achei melhor ir dormir e tentar esquecer o ocorrido.

E venho tentando levar a vida como se isso não estivesse acontecido. Por exemplo, vim aqui fazer esse trabalho. Mas devia ter tomado mais cuidado, cê descobriu..."

- E é isso?
- É isso.
- Não, cê não deixe ficar por isso mesmo não.
- E o que posso fazer?
- Chame a policia!
- Que policia, pra que, pra ter escândalo? Com tanto assassino solto eles vão se preocupar com um velho que corrigiu uma moça mentirosa? E o papai me sustenta nessa cidadezinha, ele me paga as contas, e isso aconteceu porque ele se preocupa comigo e eu tentei enganá-lo por vaidade...
- CÊ AINDA JUSTIFICA ELE? É UM CASO DE AGRESSÃO E HUMILHAÇÃO, CASO DE CADEIA!
- NÃO!
- SIM! QUE ELE TE CORTASSE A MESADA E NÃO PAGASSE MAIS SUAS CONTAS E NÃO TE DESSE MAIS CASA SE ELE ACHA QUE CÊ NÃO MERECE, MAS ELE NÃO TEM DIREITO DE TE BATER!
- Não... eu aí prefiro mesmo apanhar... entre perder a casa onde estou e ficar sem mesada, ou levar uma surra de chinelo, prefiro a segunda alternativa.
Olhei pasma para a Graça:
- Cê não vai a polícia comigo então?
- Não!
- Então vou falar com seu pai e enfrentá-lo!

A Graça olhou para mim com um medo, surpresa:

- Não seja boba!
- Boba, eu? Boba não é quem apanha no rabo feito tu, nessa idade?

A graça suspirou, e me disse:

- Ouça, quando papai me ofereceu uma chance para eu me formar, ele me ditou as condições e eu aceitei sem reclamar na hora. Poderia ter barganhado as condições, não fiz isso. Poderia ter rejeitado a ajuda dele e vindo para cá por minha conta, não quis. Eu aceitei já pensando em enganá-lo. Ele descobriu, eu paguei. Ele não me mandou de volta pra roça, e estou aqui. Pra mim o assunto já tá encerrado, já passou. Cê quer se meter pra que então? Vamos dar por encerrado, tá bom?

- Ah, vou falar com seu pai sim. E duvido que ele seja assim com quem enfrente ele.

E a Graça ficou olhando para mim, de braços cruzados, balançando a cabeça.

- Bom... que tal então cê me deixa em casa? Assim cê aproveita e fala com o papai.

E eu aceitei, achando que ia enfrentar um inimigo. Encontrei o amor. Mas isso fica para o próximo conto...
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